Apoiamos e representamos as comunidades gestoras de baldios

Na BPAFDR, acreditamos que a gestão comunitária é uma solução moderna, eficiente e estratégica para os desafios do território, do clima e do desenvolvimento rural.

Sobre nós

A gestão de baldios em Portugal é essencial para o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais, garantindo a preservação dos recursos naturais e o equilíbrio ambiental.

A associação apoia a gestão de baldios em Portugal, promovendo o desenvolvimento rural sustentável e a valorização das comunidades locais.
Os baldios desempenham um papel fundamental na preservação do ambiente, na economia rural e na gestão responsável dos recursos naturais.
Trabalhamos diretamente com comunidades locais, oferecendo apoio técnico, formação e estratégias para melhorar a gestão dos baldios.
O nosso objetivo é garantir que estes territórios sejam utilizados de forma sustentável, respeitando o equilíbrio entre natureza e desenvolvimento.
Através dos nossos projetos, promovemos a valorização dos recursos naturais, a proteção da biodiversidade e o fortalecimento das comunidades rurais.
Acreditamos que a gestão de baldios em Portugal é essencial para um futuro mais sustentável e equilibrado.

Missão, Visão e Valores

  • Sustentabilidade
  • Gestão comunitária
  • Resiliência climática
  • Transparência

Planos de Gestão Florestal

Os Planos de Gestão Florestal (PGF) são instrumentos fundamentais para garantir uma gestão sustentável e responsável dos territórios comunitários. Estes planos definem as orientações técnicas para o uso e valorização das áreas florestais, assegurando a conservação dos recursos naturais, a proteção da biodiversidade e a produção sustentável de bens e serviços florestais.
Nos baldios, os PGF permitem planear a gestão da floresta a médio e longo prazo, integrando objetivos como a prevenção de incêndios, a valorização económica da madeira e de outros produtos florestais, a conservação do solo e da água e a melhoria da resiliência das paisagens face às alterações climáticas.

Mosaicos de gestão de combustível

Os mosaicos de gestão de combustível são uma estratégia essencial para reduzir o risco e a intensidade dos incêndios rurais. Consistem na organização da paisagem em diferentes tipos de ocupação do solo — floresta, áreas agrícolas, pastagens e zonas abertas — criando descontinuidades que dificultam a propagação do fogo.

Nos territórios de baldio, estes mosaicos podem integrar áreas florestais geridas, zonas de pastoreio, parcelas agrícolas e corredores ecológicos, contribuindo simultaneamente para a prevenção de incêndios, para a diversidade da paisagem e para a valorização económica do território.

Sistema Agro-Silvo-Pastoris

Os sistemas agro-silvo-pastoris combinam de forma integrada atividades agrícolas, florestais e pecuárias no mesmo território. Estes sistemas tradicionais, profundamente enraizados nas paisagens rurais portuguesas, promovem uma utilização equilibrada dos recursos naturais e contribuem para a manutenção de paisagens multifuncionais.
Nos baldios, a integração entre floresta, pastagens e pastoreio extensivo permite reduzir a acumulação de combustível vegetal, melhorar a fertilidade do solo, aumentar a biodiversidade e criar oportunidades económicas para as comunidades locais.

Valorização de Espécies Autóctones

A promoção e valorização de espécies autóctones é um elemento central na gestão sustentável dos baldios. Espécies como o carvalho, o castanheiro, o sobreiro ou o pinheiro-bravo apresentam maior adaptação às condições ecológicas locais e desempenham um papel fundamental na conservação da biodiversidade e na estabilidade dos ecossistemas.
A aposta nestas espécies contribui para aumentar a resiliência das florestas face a pragas, doenças e alterações climáticas, ao mesmo tempo que permite valorizar produtos florestais de qualidade e reforçar o património natural das paisagens rurais.

Projetos de Carbono (Plan Vivo, Social Carbon, etc.)

Desenvolvemos projetos de carbono assentes em soluções baseadas na natureza, com enfoque na valorização do território, na gestão ativa da paisagem e na criação de benefícios ambientais, sociais e económicos duradouros. Estes projetos podem enquadrar-se em referenciais reconhecidos internacionalmente, como o Plan Vivo, Social Carbon ou outros mecanismos de certificação aplicáveis, em função das características do território e dos objetivos definidos.

A abordagem passa pela identificação de áreas com potencial para sequestro de carbono, conservação de stocks existentes, recuperação ecológica e melhoria das práticas de gestão. Paralelamente, promove-se o envolvimento das comunidades locais e das entidades gestoras, assegurando que os projetos não geram apenas créditos de carbono, mas também impactos positivos ao nível da biodiversidade, da redução do risco de incêndio, da valorização dos usos tradicionais e da dinamização da economia rural.

Mais do que um instrumento financeiro, os projetos de carbono constituem uma ferramenta de gestão territorial integrada, capaz de apoiar os baldios na transição para modelos mais resilientes, sustentáveis e geradores de valor no longo prazo.

Restauro Ecológico

O restauro ecológico visa recuperar a funcionalidade dos ecossistemas degradados, reforçando a sua capacidade de regeneração, adaptação e prestação de serviços ambientais. Nos territórios baldios, isso pode traduzir-se na recuperação de áreas ardidas, na reconstituição de galerias ripícolas, na reconversão de povoamentos desajustados, no reforço da vegetação autóctone e na melhoria das condições para a fauna e flora nativas.

Esta intervenção não se limita à plantação de árvores. Pressupõe diagnóstico ecológico, definição de objetivos claros, escolha adequada de espécies e técnicas, e acompanhamento contínuo da evolução do sistema. O objetivo é restaurar processos ecológicos, aumentar a biodiversidade, melhorar o solo, reforçar a retenção de água na paisagem e criar territórios mais resistentes às alterações climáticas.

O restauro ecológico é, assim, uma aposta estratégica na recuperação do capital natural e na construção de paisagens multifuncionais, mais equilibradas e mais preparadas para o futuro.

Prevenção de Degradação

Evitar a degradação é, em muitos casos, tão importante como restaurar. A prevenção da perda de qualidade ecológica dos ecossistemas permite conservar carbono, biodiversidade, fertilidade do solo e funções hidrológicas, evitando custos futuros muito mais elevados de recuperação.
Nos baldios, esta abordagem pode incluir a gestão do combustível, o controlo da erosão, a redução da pressão sobre habitats sensíveis, a prevenção de incêndios rurais, a limitação de práticas desadequadas e a promoção de modelos de uso do solo compatíveis com a conservação dos recursos naturais. Trata-se de agir antes da rutura, protegendo sistemas ainda funcionais mas vulneráveis a processos de abandono, sobre-exploração ou simplificação ecológica.
A evitação de degradação representa uma estratégia inteligente de gestão territorial, assente na antecipação dos riscos e na manutenção do valor ecológico e económico do território ao longo do tempo.

Monitorização e Reporte

A credibilidade de qualquer projeto territorial exige sistemas sólidos de monitorização e reporte. Acompanhar a evolução das ações implementadas, medir resultados e documentar impactos é essencial para garantir transparência, aprendizagem e confiança por parte das comunidades, parceiros e potenciais financiadores.
Nos projetos desenvolvidos em território baldio, a monitorização pode incidir sobre indicadores biofísicos, ecológicos, sociais e económicos, como a evolução da cobertura vegetal, o estado do solo, a redução do risco de incêndio, a presença de espécies-chave, o carbono sequestrado ou conservado, e os benefícios gerados para as populações locais. O reporte permite organizar essa informação de forma estruturada, demonstrando progresso, conformidade com metodologias aplicáveis e capacidade de gestão.
Mais do que uma obrigação técnica, a monitorização e o reporte são instrumentos fundamentais para melhorar decisões, ajustar intervenções e assegurar que o valor gerado pelo território é devidamente reconhecido e comunicado.

Apoio Técnico aos Compartes

O apoio técnico aos compartes constitui um elemento central na gestão sustentável dos baldios. Através de acompanhamento especializado, são prestados serviços de aconselhamento técnico e estratégico que ajudam as comunidades locais a tomar decisões informadas sobre a gestão dos seus territórios.
Este apoio pode abranger áreas como planeamento florestal, gestão do combustível, valorização de recursos naturais, restauro ecológico, desenvolvimento de projetos de carbono, acesso a programas de financiamento e implementação de iniciativas de desenvolvimento rural. O objetivo é reforçar a capacidade de gestão das comunidades, promovendo soluções adaptadas às características ecológicas, sociais e económicas de cada território.
Ao combinar conhecimento técnico com o saber local acumulado ao longo de gerações, o apoio aos compartes contribui para fortalecer a governação comunitária, melhorar a gestão da paisagem e criar novas oportunidades de valorização sustentável dos baldios.

Candidaturas a Fundos (PEPAC, PRR, ect.)

O acesso a instrumentos de financiamento é essencial para viabilizar investimentos na gestão sustentável do território. Os baldios podem beneficiar de diversos programas nacionais e europeus de apoio, incluindo mecanismos associados à política agrícola e florestal, programas de recuperação económica e fundos dedicados à conservação da natureza e à adaptação climática.

O apoio técnico às candidaturas inclui a identificação das oportunidades de financiamento mais adequadas, a preparação de projetos e dossiers técnicos, a elaboração de planos de investimento e a articulação com entidades públicas e privadas relevantes. Programas como o PEPAC, o PRR ou outros fundos estruturais podem apoiar intervenções como gestão florestal, prevenção de incêndios, restauro ecológico, valorização de recursos naturais e desenvolvimento de atividades económicas sustentáveis.

Uma candidatura bem estruturada aumenta significativamente as probabilidades de sucesso e permite mobilizar recursos financeiros essenciais para transformar estratégias de gestão territorial em ações concretas no terreno.

Economia da natureza

A economia da natureza assenta na valorização sustentável dos recursos naturais, promovendo atividades económicas que dependem da conservação e boa gestão dos ecossistemas. Nos territórios baldios, esta abordagem pode incluir a produção e comercialização de produtos florestais não lenhosos, como cogumelos, mel, castanha, plantas aromáticas e medicinais, bem como atividades ligadas à pastorícia extensiva e à silvopastorícia.
Ao integrar princípios de sustentabilidade ecológica e desenvolvimento local, a economia da natureza contribui para diversificar as fontes de rendimento das comunidades rurais, reforçando simultaneamente a conservação da biodiversidade e a manutenção das paisagens tradicionais.
Esta perspetiva reconhece o território como um ativo natural e económico, capaz de gerar valor de forma contínua quando gerido de forma equilibrada e responsável.

Turismo sustentável

O turismo sustentável representa uma oportunidade crescente de valorização dos territórios baldios, promovendo atividades recreativas e educativas que respeitam os valores naturais e culturais da paisagem. Trilhos pedestres, percursos interpretativos, observação da natureza e experiências ligadas ao património rural são exemplos de iniciativas que podem gerar rendimento local ao mesmo tempo que sensibilizam para a conservação da natureza.
A promoção deste tipo de turismo exige planeamento adequado, garantindo a compatibilidade entre a fruição pública do território e a proteção dos ecossistemas. Infraestruturas ligeiras, sinalização interpretativa e programas de educação ambiental podem contribuir para melhorar a experiência dos visitantes e reforçar o conhecimento sobre o valor dos baldios.
Quando bem estruturado, o turismo sustentável torna-se um instrumento de desenvolvimento territorial, capaz de apoiar a economia local, valorizar o património natural e fortalecer a ligação entre comunidades e paisagem.

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